Tentando definir o que é vida

Talvez uma das tarefas mais difíceis para os cientistas seja encontrar uma definição simples e clara sobre o que é vida. Bom, na verdade isso acontece não só com os cientistas!!  Pare e pense você agora:

O que é estar vivo?

Como diferenciar algo vivo de algo não vivo?

Por que entender se alguma coisa pode ser considerada viva ou não?

Que diferença isto faz em nossas vidas?

Ao longo da história da humanidade diferentes teorias sugiram para tentar explicar como e quando a vida teve início, mas na verdade, para que a gente possa ter uma reposta para esta questão precisamos primeiro definir quando algo está vivo, ou seja, a partir de que momento a vida surgi?

No livro As Origens da Vida – do surgimento da vida às origens da linguagem (do título em inglês The Origins of Life – from the birth of life to the origins of language) os autores dizem que existem duas maneiras de definir o que é vida:

DSC_0155

de John Maynard Smith
& Eörs Szathmáry (1999)

A primeira é assumir que algo é vivo de acordo com um conjunto de características que associamos com coisas que estão vivas no planeta Terra, como por exemplo, se algo responde a estímulos ou tem capacidade de crescer. Imagine você chegando no planeta Marte e sendo recebido por uma criatura de 6 pernas, 2

cabeças e duas bocas (é claro!!) rodeadas de espinhos afiados correndo em sua direção  … Bom, certamente você pensaria: “esse negócio tá vivo com certeza!!!” Já por outro lado, se você encontra-se uma poça de lama azul borbulhando você não teria tanta certeza e teria que avaliar melhor se ali existe algo que tenha vida. Digo isto apenas para mostrar que nossa definição de vida está diretamente ligada com os conceitos que temos e vemos, e que talvez em Marte a vida pode assumir outras formas que não fazemos nem ideia … ainda, ainda!!

Outra alternativa é definir como vivo aquilo que tem estas 3 capacidades ao mesmo tempo

: multiplicação, variação e hereditariedade. Mas só isso é suficiente???

NÃO … além destes 3 fatores é também necessário que um ser vivo seja capaz de manter sua estrutura física para então poder crescer e reproduzir (=multiplicar)…certo??   Imagine por exemplo um cavalo que necessite caminhar para obter alimento (=energia) mas que não encontre no ambiente onde vive (tipo um deserto) nada que possa comer. Aqui podemos então inserir outro elemento que indica se estamos diante de um ser vivo ou não … quando se é vivo se tem metabolismo (achou … difícil?? Não é não: metabolizar algo nada mais é que transformar, por exemplo, transformar a comida que ingerimos em energia para andar).

Bom, mas mesmo assim alguém pode chegar e dizer para vocês que algo pode ter metabolismo (=ser capaz de transformar coisas quimicamente) e não ser considerado um ser vivo. Mas tipo o quê??? Tipo o fogo!! Uma chama acessa nada mais é do que um monte de reações químicas em transformação ocorrendo entre oxigênio e um combustível, que terminam em gás carbônico e água. O fogo também pode se multiplicar, pois podemos facilmente acender uma outra fogueira usando uma brasa que já existe. Fora isso, uma chama tem forma, cor e tamanhos diferentes … mas mesmo assim sabemos que a chama de uma vela não tem vida própria, e por que isso?

Vamos pensar um pouco  …  o fogo necessita ser alimentado constantemente para que continue acesso. Bom, mas um ser vivo também precisa, por exemplo, se alimentar para se manter de pé!! Mas uma chama não apresenta uma estrutura muito complicada nem muito complexa, que tenha coisas do tipo olhos, boca e pernas, certo!! E por isso também não tem capacidade nem de sobreviver e nem de se reproduzir sozinha. Assim, chegamos ao ponto do porque não podemos considerar o fogo como algo que seja vivo.

Reunindo tudo, então temos que um ser vivo deve ter um conjunto de características que os diferenciam da matéria bruta (=coisas não vivas)… então lá vai:

  1. Os seres vivos tendem a ser quimicamente complexos
  2. São também capazes de serem muito bem organizados
  3. Eles têm capacidade de absorver a energia do ambiente e transformá-la para o seu crescimento e reprodução
  4. Os organismos vivos respondem às mudanças ambientais
  5. São capazes de reproduzirem ou de deixarem cópias de si mesmos
  6. Adaptam-se para poder sobreviver e reproduzir

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