Todo mundo tá falando: açúcar de coco

O açúcar de coco vem se tornando muito popular no Brasil, sendo indicado como uma forma mais saudável de açúcar.

A primeira coisa que precisamos levar em conta quando pensamos em açúcar de coco, é que ele é açúcar! Na verdade uma mistura de açúcares, composto de aproximadamente 70-79% de sacarose, 3% de glicose e 9% de frutose. Por esse motivo diabéticos devem sim ter cuidado ao consumir esse alimento.

O açúcar de coco é produzido a partir da seiva das flores da palmeira. A seiva é fervida para perder água até a formação de cristais. Por não passar por processos de refinamento o açúcar de coco, assim como o açúcar mascavo, mantém algumas das vitaminas e minerais originais da planta. Essa é a principal vantagem de optar pelo açúcar de coco, porque embora ele possua a mesma quantidade de calorias que o açúcar refinado ele possui maior valor nutricional (para entender mais sobre calorias, calorias vazias e valor nutricional veja o nosso vídeo). Segundo o Departamento de Agricultura Filipino, o açúcar de coco contém vários nutrientes, como ferro, zinco, cálcio, potássio, além de alguns ácidos graxos de cadeia curta, polifenóis e antioxidantes. Parece conter também uma fibra chamada inulina, que pode retardar a absorção de glicose e explicar o índice glicêmico mais baixo do que o açúcar comum.

acucar-de-coco

Algumas pessoas atribuem um menor índice glicêmico ao açúcar de coco quando comparado ao açúcar refinado, embora não existam estudos que suportem essa vantagem. Índice glicêmico é um indicativo da velocidade que um alimento aumenta a glicemia (nível de glicose no sangue). Alimentos que aumentam muito rapidamente a glicemia possuem alto índice glicêmico. Concentrações elevadas de glicose no sangue requerem um aumento rápido de insulina, para diminuir a glicemia. A grande demanda de insulina pode sobrecarregar o pâncreas, podendo causar resistência à insulina ou até mesmo o diabetes. Outro problema da insulina em excesso é que ela sinaliza para as células do corpo que a glicose em excesso deve ser removida da corrente sanguínea e ela acaba sendo armazenada na forma triglicerídeos e de gordura.

Por isso, alimentos de baixo índice glicêmico são preferidos em dietas para emagrecimento e para diabéticos. No entanto, vale lembrar que mesmo alimentos de baixo índice glicêmico, também aumentam a glicemia e podem sim  ser estocados como glicogênio (reserva de açúcares) ou triglicerídeos (reserva de gorduras), caso a quantidade de glicose liberada no sangue não seja utilizada para suprir as necessidades energéticas imediatas do corpo. O que quer dizer que, se você não gastar as calorias ingeridas acabará por engordar, independente da onde elas venham. 😉

Equipe A Bioquímica Como Ela É.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Tem ciência no teu chá!

A ciência que você não vê mas que está ao seu lado todos os dias.

%d blogueiros gostam disto: