Bioluminescência

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Autores:

Camila Galvão

Lenara Gaziero

Lucilene Rodrigues

Mateus Schenkel

Paola Borges

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A Bioquímica do Vagalume

Os vagalumes, também conhecidos como pirilampos, são insetos da ordem Coleoptera, cuja característica diferencial entre seus semelhantes besouros é que possuem estruturas que produzem bioluminescência. No mundo são cerca de 2000 espécies, sendo que aproximadamente 500 delas são presentes no Brasil.

Por serem sensíveis às condições em que vivem, podem ser bioindicadores da qualidade ambiental, como por exemplo da poluição e desmatamento, mas, principalmente, da poluição visual. Por dependerem de sua luz para encontrar parceiros sexuais, quando ocorre a urbanização dos espaços em que vivem, acabam tendo seu brilho ofuscado por luzes artificiais e não conseguindo propagar a espécie. Por isso, é possível dizer que estão desaparecendo!

Além da função da reprodução, a luz emitida também é utilizada para assustar predadores ou para atrair presas, já que boa parte deles são carnívoros, alimentando-se de outros insetos e larvas.

Suas espécies são classificadas em três famílias, cada uma com características específicas. São elas a família dos elaterídeos (Elateridae), os mais abundantes, dos lampirídeos (Lampyridae), os mais conhecidos, e dos fenogdídeos (Phenogodidae), os tipos mais raros.

A família dos elaterídeos, de nomes populares salta-martins ou besouros tec-tec, por causa do barulho que fazem ao saltar para levantar-se, são parecidos com baratas.

Normalmente são referidos como tendo dois olhos brilhosos na região da cabeça, mas, na verdade, não são olhos, mas duas lanternas anteriores. Além delas, possuem mais uma lanterna posterior, que emite luz apenas quando em voo. Essa luz pode iluminar até um metro de diâmetro ao redor do animal, que voa acima da copa das árvores das florestas em que vivem. Alimentam-se de insetos e raízes de plantas, e vivem cerca de 2 anos em estágio larval e dois meses na fase adulta.

Os lampirídeos são os tipos de vagalume mais conhecidos. Vivem um ano em fase larval e cerca de um mês na fase adulta, em matas, campos e cerrados, com preferência para lugares úmidos e alagadiços. Sua alimentação consiste em gastrópodes (lesmas e caracóis), incluindo o gênero Biomphalaria, hospedeiro intermediário da esquistossomose, sendo, assim, importante para o controle dessa doença. Possuem apenas uma lanterna de brilho esverdeado na parte ventral posterior do corpo.

Já os fenogdídeos são os vagalumes mais raros, conhecidos popularmente como trenzinho ou bondinho elétrico. Vivem dois anos em estágio larval e uma semana na fase adulta, em folhiço e troncos em decomposição. Sua característica principal é terem manchas de brilho verde ao longo do corpo e, normalmente, uma lanterna vermelha na parte da cabeça.

Figura 1: Representantes das três famílias de vagalumes: elaterídeo (esquerda), lamprídeo (centro) e fenogdídeo (direita).

 

Autores:

Bernardo Nassau

Jéssica Sarmento

Marina Fulber

Rodrigo Kucharski