VAMOS TESTAR? – Fazendo ciência

3° Encontro

Fazendo Ciência

No terceiro e último encontro com as turmas de 5º ano da EMEF Victor Issler, organizamos atividades relacionadas à construção do método científico. No primeiro momento, fizemos uma revisão dinâmica dos 9 experimentos feitos durante os dois encontros anteriores, nas temáticas “Nutrição de outros seres vivos” e “Digestão”, relembrando os materiais que utilizamos, os objetivos de cada experimento e também o que conseguimos aprender com cada um deles. É neste momento em que é possível perceber como o exercício prático é importante para a construção do conhecimento, e que a contextualização dos experimentos na rotina dos alunos é de fundamental importância para o surgimento da necessidade lógica, que fornece base para uma aprendizagem mais sólida.

Afinal, quem não quer saber:

                 “O que faz o pão crescer?”

                                                    “O que acontece quando eu como?”

                                                                                                    “As plantas se mexem?”

Estas são apenas algumas das curiosidades que todos nós temos ou um dia tivemos, e que, com experimentos simples, podemos fomentar a capacidade das crianças e adolescentes formularem suas próprias respostas, empoderando-as, e mais: aproximando-as e nos aproximando do mundo científico, mostrando que todos nós podemos ser cientistas, e que a ciência está presente nas coisas mais simples do nosso dia-a-dia, e que sim, ela é muito divertida!

VAMOS BRINCAR? – “A caixa mágica”

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Para trabalhar mais o conceito de método científico, desenvolvemos uma atividade lúdica. Esta atividade foi muito divertida e uma das favoritas das(os) alunas(os)! Confira abaixo como desenvolver e os aspectos que são trabalhados nesta brincadeira:


Nome do Jogo ou Atividade Ludiforme:

“A Caixa Mágica” ou “A Caixa Enigmática”.

Material e ambiente necessários:

Para desenvolver esta atividade lúdica é necessário confeccionar uma “caixa mágica”, a qual consiste em uma caixa com tamanho equivalente ao de uma caixa de sapatos, totalmente lacrada, contendo um determinado objeto arbitrário, inicialmente não revelado, como por exemplo uma batata, um par de talheres, um rolo de papel higiênico etc. A caixa pode ser encapada e decorada de forma chamativa e que desperte a curiosidade, contendo símbolos como pontos de interrogação e cores vibrantes. Além disso, para desenvolver esta atividade é necessário que o coordenador separe pistas sobre o objeto dentro da caixa, em pedaços de papéis, escritas à mão ou mesmo pistas inventadas no decorrer da atividade. Para o desenvolvimento da atividade é necessário que haja espaço suficiente para que os participantes organizem-se próximos um aos outros para que a discussão seja facilitada e a circulação da caixa seja livre entre os participantes.

Formação:

Os participantes e o coordenador da atividade devem se posicionar próximos para que seja possibilitada a discussão e para que haja movimentação livre da caixa, podendo formar um círculo, em pé ou sentados.

Desenvolvimento:

Ao iniciar a atividade, sem informar o conteúdo da caixa, o coordenador irá liberá-la para que os participantes possam tocá-la e manipulá-la, passando-a de mão em mão. Ao dar a largada da atividade, o coordenador também fornecerá a primeira pista sobre objeto presente dentro da caixa. A caixa começará sob posse do primeiro participante posicionado no círculo formado. A cada vez que a caixa passar para a mão de um dos participantes, este deve manipulá-lá, e com o uso de seus sentidos, prestando atenção em características como o som, o peso, o equilíbrio da caixa, e somando às dicas dadas, este participante, com a caixa em mãos, deverá dar seu “parecer” sobre o objeto para os demais participantes da atividade. Todos, então, devem entrar em consenso sobre a hipótese de qual é o objeto que está dentro da caixa, e por fim informar ao coordenador, se possível acompanhada de uma justificativa. Toda a vez que um novo participante pegar a caixa em mãos e manipulá-lá, o coordenador deve fornecer uma nova dica sobre o objeto enigmático. A caixa pode ser passada de mão e mão na ordem em que os participantes se dispuserem no círculo. A cada hipótese dada, o coordenador deve perguntar se o grupo tem certeza de sua escolha e revelar se a hipótese é verdadeira ou falsa. Desta forma, o número de hipóteses feitas será equivalente ao número de participantes que pegaram a caixa na mão.

Finalização:

A atividade é encerrada quando o grupo acerta qual é o objeto que está dentro da caixa, ou seja, quando o coordenador informa que a hipótese escolhida é verdadeira.

Variantes:

Para desenvolver a atividade, também é possível organizar o grupo de forma que o coordenador não presencie a discussão e formulação de hipóteses por parte dos participantes, podendo se distanciar do círculo e retornando quando os participantes derem o sinal. Desta forma, evitando influências indiretas na decisão dos participantes.

A manipulação da caixa pode ser livre, sem seguir uma ordem de acordo com a posição, e a formulação de hispóteses sobre o objeto pode ser feita a qualquer hora, como “um palpite a qualquer hora”, desenvolvida em grupo ou apenas pelo participante que possui a caixa em mãos.

Pode-se, também, disponibilizar mais de uma caixa ao mesmo tempo, com dicas inter-relacionadas, com o objetivo de dinamizar a atividade, aumentando a probabilidade de acerto. Desta forma, disponibilizando as dicas das n caixas simultaneamente. Neste caso, pode-se pedir que os participantes anotem as dicas que não serão fornecidas novamente.

Ao ser realizado com um grupo de participantes com necessidades especiais, a caixa mágica ou mesmo a disponibilização das dicas podem ser adaptadas às condições dos participantes. Por exemplo, caso o participante seja portador de deficiência física, os objetos enigmáticos podem ser evidentes de acordo com o som que produzem. Caso haja participantes com deficiência auditiva ou de visão é necessário que a caixa possua uma entrada para as mãos, onde o participante possa colocar o braço para sentir o objeto com mais detalhes, desta forma disponibilizando mais fontes de observação. A dicas e regras da atividade podem ser disponibilizadas em braile, ou através de linguagem de sinais.

Comentários:

Esta atividade lúdica trabalha com o estímulo ao pensamento crítico-científico de uma forma divertida e empolgante. Com ela, trabalhamos o conceito de formulação de hipóteses (qual é o objeto dentro da caixa?), através de observações (características como som e peso observados durante a manipulação da caixa), usando como pilar, ou base para o estudo, os conhecimentos já descritos previamente, que na produção científica chamamos de literatura, e neste caso são as dicas fornecidas pelo coordenador da atividade.

A atividade também estimula a valorização da realização de trabalhos, solução de problemas e formulação de hipóteses em grupo. Esta ideia é de extrema importância para a construção do pensamento científico, já que não se faz ciência sozinho. Além de fornecer subsídios para o desenvolvimento cognitivo, com a capacidade de resolução de problemas lógicos. Bem como o desenvolvimento sensitivo, ou mesmo psico-motor e da atenção durante o processo de observação da caixa, aprimorando e aguçando os sentidos que vão além da visualização do objeto e toque (motricidade fina). Também é útil para o desenvolvimento afetivo, trabalhando com a capacidade de resolução de embates coletivos, de respeito aos limites nas relações interpessoais e capacidade de encontrar um ponto comum nos pensamentos explorados durante a discussão.

Outro ponto importante, principalmente se a atividade for desenvolvida com adolescentes, é o estímulo à capacidade de descrever objetos e justificar/defender hipóteses. Nesta fase, observa-se o reconhecimento total do “outro” como ser independente. O mundo, aos olhos do adolescente, é uma caixa de surpresas, já que sua visão não é mais tão limitada como a das crianças nos primeiros períodos de desenvolvimento. O raciocínio lógico e associação entre objetos e causas, dados e hipóteses é muito importante para a formação do pensamento crítico adolescente.

A atividade é divertida e prazerosa, como qualquer boa atividade lúdica. A curiosidade move os participantes e o prazer pela busca de respostas e euforia a cada nova dica dada produz uma atmosfera enigmática, na qual todos desejam descobrir qual é a hipótese verdadeira, trabalhando as mais profundas ideias individuais utilizando-se da lógica.

Registro: Ingrid Winter


VAMOS FAZER ARTE? – “O que aprendemos?”

No terceiro e último momento deste encontro, disponibilizamos uma série de materiais para que os alunos pudessem expressar de forma livre algo que tivessem aprendido ao longo dos três encontros com o Projeto “Vamos testar?”. Lindo e emocionante! Confirma os resultados nas duas turmas:

Escola Victor Issler, agradecemos imensamente por esta parceria linda que rendeu aprendizado mútuo! Até logo 😀


A Equipe

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